Coaching para mães ajuda a planejar fase da vida com filhos

nov 9, 2011   //   by amilcar   //   Notícias, Sem categoria  //  Nenhum Comentário

Qualquer mulher que se arrisca na aventura da maternidade sabe que os desafios são muitos. Desde o cuidado com o bebê para garantir uma vida saudável, a organização do tempo, o conciliar da vida profissional com a doméstica e também a qualidade do relacionamento com o parceiro, sem falar na preocupação com a aparência e a recuperação da forma mantida antes da gravidez.

Para ajudar a organizar sonhos, necessidades e transformá-los em planos, especialistas em coaching têm se dedicado a este segmento, bem particular.

Entenda o que é o coaching para mães, o que pode fazer e quais os principais desafios dessa fase com informações da especialista Anna Márcia Gallafrio.

O que é: Coaching é um processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, pelo questionamento e alinhamento de ideias. O coaching para mulheres vem resgatar um olhar e um tempo de atenção necessários para o crescimento individual. Muitas mulheres encontram nas sessões de coaching o apoio e o tempo que faltam, principalmente depois da chegada dos filhos.

Para quem é indicado: direcionado para mulheres que desejam tempo de qualidade para organizar ideias e a percepção da própria vida. É válido para mães, mas também para gestantes.

Quando começar: o momento ideal de começar é o que envolve muitas mudanças, um momento em que é necessária uma tomada de decisão, pois o coaching ajuda a lidar com demandas e prioridades, traçar metas e organizar a vida.

Sendo assim, a gestação é um momento bárbaro, pois há muito o que planejar, há muito o que entender. No entanto, a maioria ainda busca as sessões durante a licença maternidade ou algum tempo depois.

Quem procura: mães trabalhadoras ou estudantes, com nível superior completo, que percebem a importância da família. O perfil ainda evidencia um grupo de mulheres que se coloca em um papel central na família, seja financeira ou emocionalmente. As mulheres que procuram o coaching estão em busca de mudança, de equilíbrio e de encorajamento.

Principais queixas: as principais questões trazidas são relativas a um reposicionamento diante da vida. As mães recentes buscam entender quais são os novos valores que elas carregam, depois da chegada do bebê. Procuram alternativas para poder conciliar satisfação pessoal e profissional, melhorar o relacionamento entre familiares e colegas de trabalho, trazem questões antigas de desejo de empreender, por exemplo, que por algum motivo voltam a fazer sentido.

Volta ao trabalho: a conciliação de carreira e maternidade é uma demanda evidente nas sessões de coaching. O que as mulheres trazem é uma vontade grande de ter uma ocupação que lhes dê prazer, que seja economicamente favorável para a família e que permita acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos. Esse tema não se restringe ao puerpério, pelo contrário, é recorrente mesmo entre senhoras que já vislumbram a aposentadoria. O que se percebe é que, quando trabalhar não é algo necessário financeiramente, não quer dizer que não o seja emocionalmente. A mulher gosta de produzir, apesar de se sentir dividida e muitas vezes culpada ao constatar isso.

Decisão de deixar o trabalho: qualquer mudança iminente traz ansiedade, medo, confusão. Muitas mulheres desejam deixar seus empregos para ficar ao lado dos filhos pequenos, mas nem sempre isso é um processo tranquilo. Há uma pressão social para que a mulher siga “rendendo” e “sendo” a mesma que era antes da chegada dos filhos. A mudança de emprego, ou mesmo o abandono desse, requer determinação, apoio, planejamento e muita disposição. Trata-se de um processo profundo de autoconhecimento para que tomem decisões acertadas.

Aceitar as mudanças: muitas mulheres subestimam a maternidade mesmo! Acreditam que podem voltar brevemente a viver como antes. O que de fato acontece é uma adaptação com custos emocionais notáveis. Quanto mais a mulher se transforma depois que vira mãe, mais ela questiona como pode ser essa nova vida. Para mudar é preciso apoio, e isso é muito difícil de conseguir quando a pessoa em transformação não tem ainda clareza do que quer.

Sonho da maternidade: há mulheres que idealizam a maternidade desde sempre e outras que se veem grávidas num susto. O mais importante na adaptação à maternidade é a idealização quando se contrasta com a realidade. Não importa há quanto tempo a mulher imagina que um dia será mãe, mas o quanto “ser mãe” tem de real na vida dela. Quem é pega de surpresa pode se sair muito bem, se se deixar levar pela transformação natural do processo. Assim como a que a vida toda sonhou em ser mãe pode se ver frustrada e perdida, ao se deparar com o bebê real. É preciso respeitar o tempo de cada uma.

Prazo: geralmente o trabalho dura entre dois e três meses e é possível retornar depois para rever ou fazer a “manutenção” de alguns propósitos.

Papel do companheiro: a participação de um apoiador muitas vezes é determinante da satisfação pessoal. O ponto principal é o respeito e o interesse pelas questões da pessoa em busca de mudanças. É necessário reconhecer esse desejo como sendo importante. Quanto mais segura a mulher está da sua decisão, melhor ela é aceita na família. Seja trabalhar 12 horas diárias e deixar o filho na creche, seja abandonar o belíssimo cargo numa empresa para administrar a casa e a família.

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